Descrição

Iraun é um termo proveniente do basco e deriva do verbo «perdurar». A sua utilização no nome deste vinho branco, com fermentação e posterior estágio de alguns meses em barrica, tem como objetivo prestar homenagem à sua língua materna, considerada uma das mais antigas do mundo. No seu rótulo singular, é retratado um «akelarre» (reunião noturna de bruxos e bruxas) a venerar Oriboro, uma serpente da mitologia basca que se morde a cauda, numa alusão à eternidade e à ideia de que no início está o fim.

Informações de produto

A adega
Tipo
Branco fermentado em barrica
Colheita
2024
Álcool
12.5% vol.
Produção
4 500 garrafas
Variedade
80% Viura, 10% Calagraño, 10% Malvasía
Origem
Rioja

Prova

Vista
Cor pálida.
Nariz
Aroma especiado e fumado, com um fundo de notas de borras, resultantes da sua fermentação com as mesmas.
Boca
Acidez bem integrada sobre notas cremosas e especiadas.
Temperatura de servir
Entre 9 e 12 ºC.
Consumo
Conserva-se em ótimas condições até cerca de 2030, se for mantido a uma temperatura adequada.

Vinha e preparação

Descrição
Vinhas muito antigas da Rioja Alavesa, situadas nos municípios de Laguardia e Elvillar, a uma altitude de 600 metros.
Solo
Com elevado teor de carbonato de cálcio, argilas finas e porosas com elevado potencial.
Rendimento
3 000 quilogramas por hectare.
Vinificação
Prensagem com o cacho inteiro e fermentação alcoólica com leveduras autóctones em depósitos de aço inoxidável, procurando-se uma hiperoxidação no momento da prensagem. Posteriormente, o vinho é transferido para barricas usadas de carvalho francês de 600 litros, onde conclui a fermentação.
Envelhecimento
7 meses em barricas usadas de 600 litros.

Avaliação dos peritos

The Wine Advocate:

The white 2024 Iraun was produced with Viura, Malvasía Riojana and Calagraño from old vines in the villages of Elvillar and Laguardia from early-harvested grapes to keep contained ripeness, 12.5% alcohol and a pH of 3.3. The full clusters were pressed in a vertical press, and the juice began fermentation in stainless steel and finished fermenting in an Austrian foudre for 12 months. This is pretty much about the lees, but he doesn't do bâtonnage and only uses a little sulfur after malolactic and, if needed, a little adjustment at bottling time, always trying to use the minimum possible. The wine is very fine, elegant and fresh, young and harmonious, very tasty, and it's narrower and longer than the last couple of vintages. 3,500 bottles produced. It was bottled in September 2025.