Descrição

«Um vinho intemporal, de equilíbrio sinfónico, que deverá proporcionar, sem esforço, mais de duas décadas de prazer em boca». É assim que a revista The Wine Advocate justifica os100 pontos Parker atribuídos à terceira colheita do As Bravas Malbec. Alejandro Vigil volta a atingir o mais alto nível com uma das suas elaborações, oferecendo uma combinação magistral de complexidade, elegância, subtileza, força, frescura, precisão e austeridade. A consagração no topo do novo clássico contemporâneo argentino.

Informações de produto

A adega
Tipo
Tinto
Colheita
2018
Álcool
13.5% vol.
Variedade
95% Malbec, 5% Semillón
Origem
Valle de Uco

Prova

Nariz
Predominam os aromas a frutos pretos (amoras), com notas de especiarias secas, carvão vegetal, cinza e alcaçuz, acompanhados por um toque de ervas frescas (sub-bosque) e um matiz floral de violeta.
Boca
Complexo, combinando subtileza e elegância com uma textura densa e persistente que culmina num final excepcionalmente longo, concentrado e, ao mesmo tempo, ágil, com taninos extremamente finos.
Temperatura de servir
16 °C.
Consumo
O seu período ideal de validade é, aproximadamente, de 2026 a 2043, desde que seja mantido em ótimas condições.

Vinha e preparação

Nome
Cordón El Cepillo.
Descrição
Vinha de alta densidade (8 000 pés por hectare) situada em San Carlos, a uma altitude de 1 300 metros acima do nível do mar. Malbec em vinhas sem enxertos.
Tamanho
1,7 hectares.
Solo
Coluvial com calcário marinho no fundo.
Clima
A adega define 2018 como «o ano de Mendoza». Após uma colheita pequena e fresca em 2017, a que chamaram «o ano bordelês», e a época muito fresca e chuvosa de 2016 («o ano borgonhês»), esta revelou-se uma colheita clássica de Mendoza: seca, fresca, ensolarada e com rendimentos moderados em todas as regiões, desde as altitudes mais baixas até às mais elevadas.
Vinificação
Com 30% de cachos inteiros, fermentação em tanques de betão a uma temperatura média de 26 °C. Maceração a frio durante 5 dias, seguida de uma infusão de 60 dias com agitação mínima.
Envelhecimento
Estágio durante 64 meses em foudres antigos e um ano em garrafa.

Avaliação dos peritos

The Wine Advocate:

A contemporary classic by which to measure Argentine Malbec, the 2018 As Bravas Malbec is a spectacular wine in every regard. It derives from a 1.7-hectare parcel of ungrafted vines planted in Cordón El Cepillo's colluvial limestone soils and contains 5% co-planted Sémillon. It was fermented in concrete pools with 30% whole clusters and underwent a 23-day maceration before maturing for fully 64 months in a 100-year-old Italian foudre. From the first pour, there is a quietly commanding quality to the nose, which ceaselessly evolves around a dark-fruited core and myriad savory aromas of dried spices, charcoal, ash, licorice, fresh herbs and violets. The palate is seemingly endlessly layered, combining a dense, staining texture with sophisticated understatement and supreme elegance. It culminates with an incredibly long, impactful, concentrated and captivatingly weightless finish, further elongated by a sturdy graphite-laden core and ultra-refined tannins that continuously swell. This is a timeless wine of symphonic balance that should effortlessly deliver over two decades of drinking pleasure. (Matthew Luczy)

James Suckling:

This wine opens with blackberry aromas, then shows an herbal, underbrush-driven character that is equally seductive. It combines a very elegant thread of fruit with incisive force. There’s a striking interplay of chiseled fruit, precise tannins and a fresh and juicy yet austere finish. Made from malbec with a pinch of semillon. A wine that should slowly evolve over time. This is fermented with 30% whole clusters and is then aged for 64 months in 2,000-liter foudres. Drink or hold. (Jacobo Garcia-Andrade Llamas)

Descorchados:

Por alguna razón, quizás porque nos gustan los vinos con textura, los que se sienten en la boca, pinchan y piden comida, es que muchos de los vinos que más premiamos de El Enemigo son de El Cepillo, una zona al extremo sur del Valle de Uco. Un paisaje árido de montaña, abierto hacia los vientos fríos del sur que causan estragos con sus heladas. Es un lugar difícil, extremo, que suele dar vinos intensos en notas a hierbas y frutas negras ácidas, con taninos duros. Algo de eso hay aquí, pero bajo control; no en el nivel de locura que vimos en la cosecha pasada, sino que -sobre todo a nivel de taninos- está mucho más cuidado. Un El cepillo más elegante. Pero claro, hay que esperarlo, este tinto tiene para rato en botella, aunque ahora, con todos esos sabores, está difícil no tentarse si es que hay una carne cocinándose en la olla por un buen rato (algo de ajo, algunas hojas de laurel, cebollas). Y si es que es domingo, ustedes verán. (Patricio Tapia)